Pular para o conteúdo principal

Especial Bell Hooks

 




    Vinda da classe trabalhadora, Bell tornou-se uma das mais importantes pensadoras contemporâneas. Infelizmente, no último ano (2021) faleceu em sua residência nos Estados Unidos, na América do Norte. Visto isso, preparamos um “Especial Bell Hooks” para celebrar a genialidade da autora.

    Atentando ao seu legado e a relevância dos temas abordados por ela, preparamos duas resenhas dos livros; “O Feminismo é para todo mundo: políticas arrebatadoras”, publicado em 2000 e “Ensinando a Transgredir, a educação como prática da liberdade”, publicado em 2013. Ambos os livros contém críticas extremamente atuais e relevantes não apenas para a discussão feminista, mas também racial e social.

    Bell possuía a incrível capacidade de descomplicar os temas. Sua escrita contempla uma forma clara e objetiva, na qual unia relatos pessoais com as reinvindicações discutidas pelos dos movimentos sociais. Por essa razão a leitura de seus livros é tão famosa e popular, não apenas no meio acadêmico.

    “Para construir a minha voz eu tinha que falar – e falar foi o que fiz – lançando-me para dentro e para fora de conversas e diálogos de gente grande, respondendo a perguntas que não eram dirigidas a mim, fazendo perguntas sem-fim, discursando. Nem preciso dizer que as punições para esses atos discursivos eram infinitas. Elas tinham o propósito de silenciar – a criança, mais particularmente a menina.” (HOOKS, 2019, p. 32) 

 Texto por: Millena Rezende e Andressa Oliveira Boin 

   Revisão e postagem por: Débora Sara 

Referências Bibliográficas

HOOKS, Bell. Erguer a voz: pensar como feminista, pensar como negra. São Paulo, Elefante, 2019.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A ALDEIA PATAXÓ MUÃ MIMATXI

  O povo Pataxó (Pataxoop), é um dos povos indígenas mais famosos do Brasil, principalmente pelo fato de serem conhecidos como um dos primeiros grupos a terem contato com os portugueses que aqui chegaram no começo do século XVI. Historicamente, todo o povo Pataxó se concentrava no extremo sul da Bahia, mas após o episódio conhecido como “Fogo de 51”, onde houve um massacre na aldeia matriz Pataxó de Barra Velha, localizada perto de Porto Seguro-BA, houve uma diáspora do povo Pataxó, onde parte migrou para outras regiões da Bahia e também para Minas Gerais. Foi através deste contexto onde surgiu a aldeia indígena “Muâ Mimatxi”, localizada em Itapecerica-MG. Esta tribo surgiu a partir da difusão de uma aldeia indígena Pataxó localizada em Carmésia-MG, onde após essa difusão, parte desta tribo foi assentada em um território próximo a Lamounier (distrito de Itapecerica) no ano de 2006, este espaço foi concedido por mediação da FUNAI (Fundação Nacional do Índio). Atualmente, vivem c...

A HISTÓRIA DE MINAS EM MAPAS

  A história de Minas Gerais já está bem consolidada na sociedade brasileira e principalmente entre os mineiros, períodos históricos como o ciclo do ouro fazem parte de capítulos de livros didáticos, artigos, produções audiovisuais etc. Mas algo que passa despercebido diante dessa história tão vasta são os mapas que representavam o território de Minas Gerais nessas épocas. Quando olhamos o mapa de Minas e nos deparamos com uma grande porção de terra anexado a um “nariz” a oeste, temos a impressão que desde o período colonial já era um território bem consolidado devido a geografia de suas fronteiras territoriais naturais. Fato é que a representação de Minas em mapas sofreu diversas mudanças ao longo dos anos, sempre como um reflexo político e econômico de Minas Gerais ao longo dos séculos. Nos séculos XVI e XVII, não houve nenhum mapa destacando o território onde hoje conhecemos como Minas Gerais, pelo fato do eixo econômico e demográfico do Brasil estar concentrado no litoral, a...

O MUSEU GTO

    Geraldo Teles de Oliveira foi um importante escultor que viveu em Divinópolis e se tornou um dos grandes artistas do Brasil ao realizar belíssimas e complexas obras esculpidas na madeira. No blog, já fizemos uma matéria sobre essa ilustre figura e hoje viemos mostrar o Museu GTO com mais detalhes! O Museu GTO foi fundado em 1981 exatamente na casa onde viveu o artista e sua família até a sua morte, em 1990. O acervo conta com várias de suas obras e pertences pessoais utilizados por Geraldo. É uma grande fonte histórica, que resgata e traz de volta a vida o famoso escultor que vivia em Divinópolis, contribuindo para que seu legado se perpetue através dos tempos! Imagem de MeuDestino. Também existe o Instituto GTO, que visa profissionalizar e aprimorar a manutenção e as exposições do museu. Em 2009, ocorreu uma reforma no local, com a revitalização das cores e iluminação do lugar. A pluralidade das obras, seus traços e detalhes chama a atenção de vários admirador...