Cláudio, cidade carinho e a cidade dos apelidos. Assim como muitas cidades do interior de Minas Gerais, Cláudio pode ter se originado a partir de uma parada de tropeiros no local, a tal parada de um certo Cláudio. E, assim como as demais a cidade mineiras, cresceu tendo como ponto de referência uma igreja, a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, que é a padroeira. Dessa forma, a instituição foi e ainda é muito importante para a sociabilidade, organização espacial e sobretudo a religiosidade cristã, que é tão marcante no Estado de Minas Gerais.
No ano de 1795, onde hoje
está situado o município, já havia cerca de 1.030 pessoas e uma capela de N. S.
Aparecida de Cláudio, onde hoje é o fórum. Mas a vila já havia crescido, os
habitantes aumentaram e a capela ficou pequena para a população. No ano de 1761
o Bispo de Mariana Dom Frei Manuel Ferreira Freire da Cruz fez observações
sobre a necessidade de aumento da capela.
Assim, a partir da lei provincial de 1858 a paróquia de Nossa Senhora
Aparecida de Cláudio foi oficialmente instalada e o primeiro vigário foi o
Padre João Teixeira Pinto. Mas a construção da nova igreja se iniciou por volta
de 1854.
Alguns
anos depois, mais precisamente em 1881, o Padre João Alexandre de Mendonça,
vindo de São Tiago, chegou à localidade e trabalhou duro na construção e
reforma da igreja, doando parte de sua herança para custear. Se esforçou também
para que a religiosidade fosse mais adequada aos padrões já que alguns fiéis
entravam com chapéus e esporas para assistir à missa e outros, após algumas
doses de álcool até tentavam entrar na igreja montados em seus cavalos. O Padre
foi ordenado como Monsenhor e hoje o distrito conhecido por “Cachoeira” (até os
distritos possuem apelidos) leva o seu nome: Distrito de Monsenhor João
Alexandre.
Em
162 anos de evangelização a Igreja Matriz de N. S. da Conceição Aparecida de
Cláudio foi responsável por proporcionar uma religiosidade muito pontual,
festas religiosas que envolvem muita fé e devoção, além de ser um ponto de encontro
dos fiéis, exerce uma função muito importante para a cultura da cidade,
notificando o nome (e é claro o apelido, senão poucas pessoas vão reconhecer)
do falecido do dia.
REFERÊNCIAS:
ANJOS,
T. H. dos.; ALVIM, U. C. N. (orgs.). Paróquia
Nossa Senhora Conceição Aparecida de Cláudio: 150 anos de evangelização
(1860-2010). Cláudio: 2010.
CARVALHO,
David de. História de Cláudio (1911 –
1992): para os alunos do I e II graus. Belo Horizonte: Cuatiara, 1992.

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